E no fim de tudo
Quando
Sobre essa vida de
precipitações
Já impossível for para
retornar aos recomeços da existência
Cedo demais
O sol enfim se por
Sobre a alvorada da existência
que passou
E abertos para
outras realidades
Os olhos rasos
d’água subitamente ficarem
E, a alma se
agarrando ainda
Desesperada
Aos restos inúteis da
sua dura realidade desperdiçada
Olhar ao redor
E chorar
E gritar
E implorar
Não interprete
errado o desespero dela
Pois não é de medo da
morte que ela chora
E se desespera
Mas pela tristeza de
ver
Que na vida que passou
Tudo que a sua alma acumulou
Não passou de um
tosco e sem valor amontoado
De arrependimentos
para chorar...
V.B.Mello.
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