15 de julho de 2013

Precipitações...

E no fim de tudo
Quando
Sobre essa vida de precipitações
Já impossível for para retornar aos recomeços da existência
Cedo demais
O sol enfim se por
Sobre a alvorada da existência que passou
E abertos para outras realidades
Os olhos rasos d’água subitamente ficarem
E, a alma se agarrando ainda
Desesperada
Aos restos inúteis da sua dura realidade desperdiçada
Olhar ao redor
E chorar
E gritar
E implorar
Não interprete errado o desespero dela
Pois não é de medo da morte que ela chora
E se desespera
Mas pela tristeza de ver
Que na vida que passou
Tudo que a sua alma acumulou
Não passou de um tosco e sem valor amontoado
De arrependimentos para chorar...

V.B.Mello.

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